Outubro Rosa: cães e gatos também merecem atenção

A campanha mundialmente conhecida por alertar sobre a prevenção do câncer de mama traz à tona uma extensão do problema, a doença também atinge os pets. O alvo da iniciativa global “Outubro Rosa” não é exclusividade dos humanos. Estima-se que os tumores de mama correspondam a mais de 50% de todos os casos de câncer em cadelas e 20% em gatas. Algo pouco falado, mas que reforça a necessidade de conscientizar os donos sobre a importância dos exames periódicos e no diagnóstico precoce da doença. O diagnóstico precoce em animais tem tanta relevância quanto que para humanos, pois aumenta em 90% as chances de cura.

Para diagnosticar o câncer de mama em animais, os donos podem observar a aparição de nódulos, pólipos ou aumento de volume no tecido mamário. Ele pode ser identificado uma vez que com o passar do tempo e crescimento do nódulo podem ocorrer dor, feridas na pele e presença de secreção de leite, ou escura, nos mamilos.

As causas
Fatores como genética, natureza hormonal e até o ambiente podem influenciar no aparecimento da doença. Fêmeas com idade entre 10 e 11 anos correm maior risco de desenvolver o câncer, que é menos frequente em cadelas das raças Beagle e Boxer. Especialistas reforçam que a castração precoce, antes do primeiro cio, é o procedimento mais indicado na prevenção de tumores. A chance desenvolvimento da doença sobe de 0,5% para 26% em animais castrados somente depois do segundo cio.

O tumor de mama ocorre geralmente em animais mais velhos, com dez ou mais anos de idade, que possuem todo o aparelho reprodutivo, ou que foram castrados após numerosos cios. O aparecimento desta doença está relacionado com a produção de hormônios femininos, como o estrógeno e a progesterona.

Diagnóstico e tratamento
O tratamento é sempre cirúrgico. O animal realiza exames pré-anestésicos e em seguida é realizada a cirurgia para a retirada, parcial ou total, da mama afetada. Um exame histopatológico, ou biópsia, do nódulo removido vai definir se o bicho vai precisar ou não de quimioterapia. A indicação deste tipo de tratamento vai depender se o tumor é maligno, o que, se confirmado, também leva à análise de seu grau de avanço.

Médicos veterinários já apontam a incidência de nódulos malignos nas mamas nas cadelas em 50% dos casos atendidos e 80% das gatas. Neste caso, é recomendado a retirada de todos os nódulos de mama para avaliação. Ainda assim é essencial o tratamento da doença de forma correta, evitando a metástase para outras partes do corpo como gânglios, pulmão, fígado, rins, ossos, coração e pele.

Quimioterapia
As consequências da quimioterapia em animais são diferentes do tratamento em humanos, pois não causa os mesmo efeitos colaterais. A quimioterapia pode envolver medicação oral, injetável, diluída em soro ou a combinação de todas essas possibilidades, dependendo do grau de malignidade, da idade do animal e da presença de outras doenças. O número de sessões e a frequência dependem do protocolo adotado. A maioria recebe medicação uma vez por semana durante três a seis meses.

Tratamento sem medo
Os tão temidos efeitos colaterais causados pela quimioterapia em humanos, não acontece em cães e gatos. A perda de pelo, por exemplo, ocorre muito raramente e em determinadas raças (ocorre em poodles com maior frequência). Falta de apetite, vômito e diarreia são igualmente raros e quando acontecem podem ser controlado com medicação, na maioria dos casos. Consulte um veterinário sempre que houver algo de estranho com seu animal de estimação. Check-ups regulares também são altamente recomendados e garantem a saúde e o bem estar de seu melhor amigo.

Alimentação saudável, animais felizes
Apesar de receber pouca atenção de muitos donos, e até mesmo em avaliações de rotina, o estado nutricional de nossos animais é essencial se pensarmos que comer é uma das poucas atividades que nossos animais realizam todos os dias.