Idoso dedica sua vida a santuário com porcos resgatados de fazendas industriais

Via Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Huffington Post

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Se você esbarrar em Richard Hoyle por aí, nunca irá adivinhar que ele é um ativista pelos direitos animais e vegano há bastante tempo. Perto do seu 70º aniversário, Richard se descreve como um “idoso conservador”. Ele também é eloquente, sábio, humilde, e engraçado.

Mas você provavelmente não irá encontrar Richard Hoyle tão facilmente porque ele trabalha do amanhecer até o anoitecer, 365 dias por ano, em seu santuário para porcos resgatados, o Pig Preserve, no Tennessee (EUA).

O Pig Preserve é um santuário inovador. Situado em uma área com 100 acres de terra natural, ali, os porcos se movimentam em grupos sociais, alguns procuram sua própria comida e exploram madeiras, pastos e lagoas.

O resultado é que os porcos ocupados e, em grande parte autossuficientes, desfrutam da vida da forma mais natural possível. Além disso, o Pig Preserve é menos trabalhoso e possui menos custos do que um santuário tradicional para animais explorados pela agropecuária.

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Mas manter esse cenário idílico para os porcos é realmente uma grande tarefa. A maioria dos animais recebe alimentos uma vez por dia, mas os mais jovens são menos capazes de procurar sua própria comida e são alimentados duas vezes ao dia.

Os animais idosos e doentes recebem cuidados médicos diariamente e, em dias quentes, todos ganham atenção extra para garantir que ninguém fique superaquecido. Os celeiros são mantidos limpos e confortáveis e com roupa de cama, informou o Huffington Post.

Cada dia é um novo desafio. Richard diz que se transforma em muitos profissionais ao longo de um dia: agricultor, carpinteiro, eletricista, encanador, reparador de cerca, cortador de árvore, veterinário e muito mais.

Porcos são notoriamente curiosos e brincalhões, o que aumenta tanto o desafio como a alegria.

Richard diz que santuários são essenciais também para fortalecer o movimento pelos direitos animais. Muitos santuários menores cuidam de animais sem fazer alarde, de maneira eficiente e profissional. No processo, eles educam as pessoas, contando histórias sobre animais e aumentando a conscientização de maneira informal e pessoal.

“Nós não saímos e protestamos, mas nos posicionamos todas as manhãs quando nos levantamos, colocamos nossas roupas sujas e e vamos cuidar daqueles preciosos e poucos animais que foram poupados dos horrores das fazendas industriais e dos matadouros. Vivemos nosso ativismo 24 horas por dia, 365 dias por ano, muitas vezes prejudicando nossa saúde e, certamente, os nossos bolsos. Resgatar um animal é apenas o começo da história”, declara.

“Quando o trailer trouxer um porco resgatado por meio dos meus portões, serei responsável pela segurança e pelos cuidados desse porco para o resto de sua vida. Em muitos casos, isso será por mais 15 a 20 anos. Vou passar o tempo com ele e curar seus ferimentos físicos e vou investir incontáveis horas para curar os danos emocionais feitos a esta pobre criatura”, completa.

Irmão Animal
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