Caixa de Papelão

Nunca tive tanto medo como tenho hoje de caixa de papelão. Em noites frias em dias de chuva nem se fala.
Sim isso mesmo, nada de barata nem de insetos, mas caixa de papelão… caixas me gelam por dentro. Me arrepia a alma e me faz ir até seu encontro para ver seu conteúdo.
Bem fechadas encostadas nas ruas, nos cantos, nos remetem a tristes lembranças e nos assombram com memórias antigas.

Quantas ninhadas foram encontradas assim desta forma no lixo, como lixo.

Vida exposta e posta em portão de clinicas veterinárias esperando pelo milagre, esperando o socorro.. que nunca chegou…
Aquele animal deixado na caixa da porta da clinica, passou frio, fome, medo, sem entender viu-se desfalecer em horas se perguntando o que está acontecendo…

Vidas descartadas a própria sorte, muitos ainda sem enxergar e com cordão umbilical..

A caixa com a ninhada indesejada, não resistiu a noite fria da solidão, do medo e a noite gélida da madrugada e do coração de quem ali o pôs…

Em caixas, sacos plásticos, amarrados a própria sorte, filhotes, adultos, doentes e idosos, vimos crueldades como estas e de todos os tipos.

Ninguém é obrigado a ter um animal, mas quando assume ele na sua vida e na vida de sua família, é como um filho, um pai, um casamento, é compromisso de cuidar na saúde e na doença, responsabilidade no tutorado desta vida.

Pense e reflita antes de descartar vidas…

Que Deus abençoe aos tutores de verdade que temos oportunidade de conhecer.

Foto: Lucas único sobrevivente de um descarte no lixo. Seus irmãos adoeceram e não resistiram.

About the author: Irmão Animal

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