MEDO DE FOGOS E TROVÕES : O QUE FAZER COM O SEU CÃO?

Posted: 17 Dec 2013 11:41 AM PST

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Chegando o fim de ano, época de muitas festas e FOGOS! Começa o sofrimento de proprietários de animais que já conhecem as reações de seus amigos quando o foguetório começa. Muitos deixam inclusive de sair de casa para evitar que seus animais fiquem sozinhos, apavorados, que fujam , que se machuquem, etc.

Este medo pode ser de origem inata ou adquirida. Os cães apresentam uma tendência natural a sentir temor a estímulos intensos e também são propensos a sofrer o fenômeno conhecido como sensibilização pelo qual aprendem a temer ruídos de baixa intensidade. À medida que passa o tempo, estes cães sensibilizados apresentam reações de temor diante estímulos cada vez mais débeis ou reações cada vez mais intensas diante do mesmo tipo de estímulo.

Diante de tais situações muitos cães tentam fugir desesperadamente, escondem-se em locais inadequados, destroem o que quer que esteja em seus caminhos, machucam-se, podem tornar-se agressivos se tentamos detê-los, tudo isso numa busca desesperada de terminar com a sensação de terror que os invade.

O fato de não entenderem que o tal estímulo sonoro não significa exatamente um perigo terrível, um monstro de sete cabeças que o vai engolir, ou simplesmente algo que poderá atingi-lo, machucando-o, faz com que ajam desta maneira.

No medo de fogos e estampidos para que consigamos que o cão supere ou pelo menos tolere de forma menos sofrida e extenuante esta fobia, a melhor técnica é a denominada desensibilização sistemática, que consiste em expor o animal aos ruídos de fogos numa intensidade tão baixa que seja incapaz de estimular a reação de pavor. Isto pode ser feito utilizando-se fogos de poder sonoro pequeno, acionados a distâncias longas ou gravações de ruídos de fogos em volume baixo. Quando ocorrer a habituação a este baixo nível de estímulo, a intensidade do estímulo pode ser incrementada gradualmente, tendo a precaução de não provocar uma resposta emocional intensa. Se este procedimento continuar até que o estímulo em questão seja apresentado em seu máximo potencial, será possível que a reação de temor desapareça por completo.

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Durante o processo de desensibilização é importante que o proprietário não acaricie o animal ou fale com ele a fim de tentar explicar-lhe que a situação não é perigosa. Tons de voz suaves, pegar no colo e fazer carícias são atitudes que podem ser entendidas pelo cão como um prêmio pela sua atitude, uma gratificação pelo seu comportamento de medo extremo. Inclusive, animais que vivem juntos aprendem a comportar-se dessa forma, observando a atitude dos outros e as suas “premiações”. O outro extremo também deve ser evitado, pois, castigar o cão pode não só agravar o seu comportamento como destruir o vínculo de confiança que o cão tem com você.

Durante os episódios, aja normalmente, procure fazer deste, um momento prazeroso, jogue bola, brinque, passeie. Deixe um local protegido preparado, como uma toca (que pode ser uma caixa de papelão emborcada com uma abertura em uma das laterais, com um pano servindo de isolante da luz na entrada da caixa), para que o animal possa sentir-se protegido caso sinta-se muito oprimido.

NÃO VALORIZE EXCESSIVAMENTE ESTE MOMENTO ! SUA ATITUDE É MUITO IMPORTANTE PARA A PROPAGAÇÃO DESSE COMPORTAMENTO.

Quanto mais precocemente o animal entrar em contato com estes estímulos, menos traumatizantes eles serão durante sua vida. Portanto, já na infância, eles devem ser expostos aos estímulos para que isso faça parte do seu cotidiano, da sua normalidade. Se perceber problemas já em idade temprana, é provável que o seu cãozinho tenha uma predisposição genética para o medo ou hipersensibilidade aos ruídos. Quanto antes iniciar o tratamento, melhores os seus resultados!

Lembre-se que a grande sacada nesses casos, é tratar o seu amigo com homeopatia e florais. Nada de narcolepsia, drogas fortes e tudo o mais… Com um bom veterinário especialista em homeopatia , pequenos milagres podem acontecer e caso não se resolvam, estes quadros podem chegar a níveis de estresse bem inferiores.

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fonte Blog Bicho Integral

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