Atividades – Junho 2013

Noticias do AnimaVida!

Amigos,

apesar dos atropelos do mês de Junho com o triste episódio da queda do cavalo da charrete 14, tivemos também outras atividades e encaminhamentos.

EDUCAÇÃO AMBIENTAL
Como parte das comemorações pelo aniversário da Reserva Biológica de Araras, de cujo conselho a AnimaVida faz parte, estivemos na Escola Municipal Sebastião Lacerda, no Rocio, abordando questões de fauna silvestre com as crianças. Como fruto desse visita, os alunos dessa escola, com a ajuda de seus professores, estão preparando trabalhos sobre os animais da floresta para apresentar nos dois dias de festejos da reserva. Também estaremos por lá, no dia 05 de julho, para fazer duas palestras sobre a importância de cuidar dos animais silvestres e de preservar a floresta.

CAPACITAÇÃO
Estamos participando do curso "EDUCAÇÃO NO PROCESSO DE GESTÃO AMBIENTAL PÚBLICA" realizado pela UERJ, dentro do programa ELOS DE CIDADANIA.

MOSAICO DA MATA ATLÂNTICA CENTRAL FLUMINENSE
O Mosaico da Mata Atlântica Central Fluminense é composto por 39 unidades de conservação entre federais, estaduais e municipais, existentes no estado do Rio de Janeiro. Trata-se de uma composição de várias unidades de conservação que compõe uma área total e importante, onde todos os componentes se complementam. O conceito de mosaico na área ambiental é um ponto essencial para a preservação ambiental tanto em termos biológicos quanto geográficos, sociais e administrativos. A união faz a força na busca pela preservação.

O conselho consultivo do Mosaico é composto pelos chefes das unidades de conservação e por um representante da sociedade civil participante dos conselhos de cada uma dessas unidades. No caso da AnimaVida, ela tem um assento no conselho do Mosaico como representante da Reserva Biológica do Tinguá, que está instalada em 4 municípios fluminenses: Nova Iguaçu, Duque de Caxias, Petrópolis e Miguel Pereira.

O que nos motivou a propor a criação de um Grupo de Trabalho (GT) sobre fauna é o número crescente de problemas envolvendo animais silvestres nas mais diversas situações. Sabemos que o avanço do ser humano sobre as áreas florestadas vem causando um desequilíbrio enorme e os animais silvestres, mais próximos e mais expostos a essa urbanização vêm sofrendo bastante. Nesse ano de participação no conselho do Mosaico nunca vimos a fauna ser tratada com destaque, sendo sempre inserida como parte da biodiversidade. Mas vemos a fauna silvestre como um segmento que possui características próprias e que atravessam várias outras áreas de discussão como proteção, pesquisa, educação e restauração das florestas.

Amadurecemos a idéia e conversamos com diversos representantes de unidades de conservação com quem já fizemos parceria no atendimento a silvestres e vimos que todos concordavam conosco oferecendo, inclusive, apoio na hora da apresentação da nossa proposta. E isso aconteceu ontem, durante a Assembléia Geral Extraordinária que tratou da reorganização do Colegiado Executivo e das Câmaras Técnicas. No final do encontro, fizemos a nossa apresentação e nossa idéia de formar um GT para discutir as questões específicas de fauna foi aceita por unanimidade.

Vamos, agora, compor esse grupo de trabalho e iniciar as atividades para chegarmos a um diagnóstico da situação da fauna silvestre no Estado do Rio de Janeiro. A partir desse diagnóstico, pretendemos pensar em soluções que minimizem ou acabem com as pressões sofridas pelos animais silvestres. Não será uma tarefa fácil pois a AnimaVida, como Coordenadora desse GT, tendo uma visão protecionista, terá que buscar consenso com cientistas (biólogos na maioria das vezes) que têm uma outra visão. Acho que esse será nosso maior desafio.

RESERVA BIOLÓGICA DE ARARAS
Também como membro do Conselho da Rebio Araras, a AnimaVida assumiu o compromisso de dar continuidade ao trabalho com as escolas localizadas na área de amortização da reserva, da mesmo forma como vem fazendo com escolas no entorno da Rebio Tinguá, da qual também é conselheira.

CHARRETES
A queda do cavalo Falcão, que puxava a charrete 14, no último dia 11 de junho, deflagrou um amplo movimento pelas redes sociais, mais uma vez pedindo o fim da atividade das charretes.
Entretanto, o desconhecimento da real situação da atividade, faz com que essas pessoas coloquem em risco o futuro dos animais que, em sua maioria, são bem cuidados por seus donos. Infelizmente, por causa de alguns poucos elementos, todo o grupo de condutores está sob ameaça de terem que vender seus animais e, se isso acontecer, o futuro desses cavalos será incerto e eles perderão todos os direitos que adquiriram por lei municipal.
Vocês têm acompanhado toda nossa luta em prol desses animais porque entendemos que, apesar das existentes deficiências – provocadas pela ausência da fiscalização do município – as charretes ainda são o porto seguro para esses animais. Temos em Petrópolis um submundo de exploração de cavalos, como os lagos de Nogueira e Quitandinha, onde os animais passam a semana revirando lixo pelas ruas e são usados em atividades irregulares durante os finais de semana. A AnimaVida não quer que os cavalos das charretes do Museu que hoje têm uma jornada de trabalho controlada, limite de carga estabelecido, exames médicos periódicos e são microchipados, percam tudo isso e sejam vendidos para qualquer um que, sem regras, vai continuar explorando eles. Em resumo, a AnimaVida só aceita o fim das charretes se for para melhorar a vida dos animais. Como, até agora, ninguém ofereceu alternativa viável (legal e financeira) para que isso aconteça, continuaremos lutando pela continuidade da atividade e pela punição dos poucos maus elementos do grupo dos condutores.

Ainda pelas charretes, registramos queixa na 105a. DP contra o condutor da charrete 14, juntando o laudo médico que comprovou a situação de maus tratos. E agora vamos partir para a tentativa de obter a guarda desse animal pois já temos um ótimo adotante para ele.

Também acompanhamos a vistoria de mais 3 abrigos desses cavalos, feita pela Defensoria Pública e pelos departamentos jurídicos da CPTrans, Fundação de Cultura e Procuradoria do Município. Também fomos acompanhados pela vereadora Gilda Beatriz, responsável pela realização da audiência pública no próximo dia 04 de julho, na Câmara de Vereadores. Essas vistorias foram exigência do Juiz da 4a. Vara Cível, onde corre a Ação Civil Pública que a Defensoria iniciou contra o município de Petrópolis.

Ana Cristina de C. Ribeiro
Coordenadora de Atividades
AnimaVida
Tel: (24) 2222.2085

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